só o Básico

É a mistura de tudo o que acontece no mundo obscuro da minha cabeça. Ou seja, atualidades, idéias, respostas, poesias e coisas sem sentido.

Wednesday, June 06, 2007

Minha maldição

Toda maldição nos condena a um fim
que nem sempre espera uma resolução
é apenas um decreto, que mesmo violável
parece impossível para mim

A beleza que vejo em ti
apriziona o que de mais puro tenho
uma maldição que me deixa,
que me resume a poucas...

Sempre me enrolo nos seus cachos e
quando acordo sou um total infeliz
incapaz de solucionar a eterna distância
incapaz de uma vida bendita

olho fixamente
fixamente
fixo
um ponto
um...
é isso!
descobri!
isso não é amor!
é maldição. Uma maldição perversa.
que me atravessa,
que me serve ao diabo
em troca de um cacho
um único cacho.....

nunca desprezo o que amo
mas, essa maldição toma-me
em uma só golada
e o que sobra
é quase nada

Sunday, June 03, 2007

A razão

Tava lá na beirada quando me deparei com um vulto. Maldição... o que seria isso? A aparência desconexa me fazia ficar intrigado. Com receio, acabei tocando o que seria seus cabelos e, sem reação foi precionado a dizer o que era pra dizer: Sois a maldita beleza! Por mais triste que seja meu barquinho sem vela, não exaurirei minha vida em um único segundo por causa de ti. Segue seu rumo. Segue este caminho que fora designada. Hoje sou muito mais razão, e porque não, muito mais seguro e honesto.

Como numa mágica, o vulta desapareceu, deixando pra mim uma lembrança dos cachos mais ruivos e belos que um homem poderia conhecer.

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Tuesday, January 18, 2005

O amor em vermelho

A mais bela cortezã sofria com o excesso de multidão e sentia falta do carinho personal. O lixo ao redor era uma cidade de pessoas medrosas e preconceituosas. Sua ruividez alertava ao tolos a sua capacidade de amar de corpo e alma. Uma mulher muito mais do que muitos homens. Mas, seus dias eram sombrios. A vida esticava as horas, mostrando que de nada adiantaria lutar. Até que um dia...
Um homem, armado por um fio de papel, desafiou o cotidiano tenso, vermelho e vil da cortezã. Ela, sem compreender o que acontecia consigo mesma, tratou de se defender. Mas, o poeta tinha a solução, o antídodo, a chave para a felicidade da moça. Ela, no fundo, sabia disso. Mas, seu destino seria esse? Sua vida poderia ser mudada? De mão extendida, o homem dava a opção da escolha. Uma escolha que ela nunca teve direito. A escolha de amar de verdade.
O custo de uma vida reprimida não é nada mais do que pouca migalhas à nossa felicidade. E a cortezã umidecia sua vida com as migalhas. A escolha poderia mudar isso. Poderia trazer o que mais lhe falta: vida.
Do fim disso tudo ninguém sabe. Acontecem todos os dias, histórias parecidas. Mas, um dia, quem sabe, voltemos a saber da cortezã ruiva...

Wednesday, January 12, 2005

Pro dia nascer feliz

Há tempos não tinha uma felicidade genuína em um dia de semana comum, com calor insuportável e no meio ao centro da cidade repleto de um amontoado de pessoas apressadas e dispersas. Isso mesmo, aconteceu-me nesta semana, na segunda-feira a felicidade me bateu bem no centro da cidade.
Estava eu voltando pra casa, conformado em ter que pegar um ônibus miserável, caminhando em direção a Carioca e antes que eu pudesse chegar ao largo da mesma, passei em frente de um boteco. Um daqueles botecos que vendem sucos naturais, sanduíches e........... a espetacular PIZZA de boteco!!! Aquela mesma!!! Feita com aquela mesma massa que são feitos os joelhos, pastéis, lazanhas, croquetes e que não tem nada além de queijo (bem servido) e orégano (pitadas). Ao passar no boteco, diminui o passo e vi uma fatia sob o balcão. Entrei. E escutei no exato momento o gerente do boteco falando "Ô Francinaldo, manda mais uma pitza!" Não resisti. Fui ao caixa e pedi mais do que rapidamente duas fatias de pizza e um suco. Dei a notinha, e esperei. Os minutos que seguiram foram torturantes. Eu sentia o cheiro dela e ficava imaginando aquele óleo maravilhoso a temperar toda a superfície... Senti meu estômago virar do avêsso. E quando menos esperava, lá estava ela, fumegante e molhadinha vindo ao meu encontro. Vocês sabem, uma pizza de boteco saindo na hora é a mesma coisa que acertar na mega-sena acumulada. Tanto que a notícia espalhou e a pizza acabou na mesma hora que saiu.
Minutos depois...
Saía eu do bar como o homem mais feliz do mundo. Andei até o ponto de ônibus escutando os querubins. Um dia feliz, num dia comum. Felicidade extrema!

Monday, January 10, 2005

Resposta ao anônimo

Caro anônimo,

Como não sei quem és, e nem imagino quem possa ser, devido ao grande número de leitores do meu blog, sou obrigado a responder sua pergunta de uma maneira genérica e sem ser intimista. Espero que você compreenda e não leve isso para o lado pessoal. Em geral gosto ser intimista e amável...
Mas, voltando ao assunto e respondendo sua pergunta, a "virada do ano" pra mim foi muito boa. Estar com amigos é sempre bom (se você, caro anônimo, é meu amigo deve saber disso) Bem, passei o fim de ano na casa de um grande amigo de infância (Rafael, vulgo Manelson). E, como o cidadão mora em Copacabana, foi irremediável a festa ser acompanhada de fogos, e que merda de fogos. Mas, o ponto alto não foram os fogos e sim as companhias. Só gente legal e amiga. Coisa difícil hoje em dia.
Ou seja, foi uma festa tranquila com gente tranquila com smirnoff ice à vontade, comida à vontade e música à vontade. Tem coisa melhor? (não precisa responder)

À você, anônimo, desejo um bom ano. E que sua virada tenha sido tão boa quanto a minha.

Abraços!

Wednesday, December 29, 2004

Poesia azul

Das fases que se tem que passar
do preto ao branco sem amassar
sois dividida nas cores da música
vermelho, ave, rubra e única

Distraimos nos intenções com tropeços
perdemos a discrição quando nos vemos
nas letras, nas formas, nos contextos
de uma, ou alguma outra pessoa

Se o tempo é de mudança
de um sinal, ou segurança
o azul é a sirene do alerta
a flauta da boca aberta

na lista de 2005 não querer chorar
unanimidade sem discussão
mas de música, sem querer,
voltamos ao tão bonito choro

Choro na cor azul
em uma poesia comum
pro tempo acabar
antes do seu dia

Tuesday, December 21, 2004

Natal

Caros leitores,

Natal como época de confraternização é ótimo, mas não tem me feito uma pessoa feliz. Queria mesmo poder visitar todos que gosto e poder deixar uma "lembrança". Mas, como estou em uma etapa de incapacidade técnica e emocional, tento ligar, escrever e apenas visitar como forma de lembrança.
Tem gente que não gosta do Natal. Acha um a época que sempre lembra algo ruim ou uma coisa boa que nunca mais voltará. E é verdade... o Natal é uma época difícil. Nossas emoções são colocadas à toda prova. Eu me emociono sempre nesta época pois lembro de muitas coisas boas que passei e que, infelizmente, não voltarão. Eu passarei este Natal assim: em silêncio, sorrindo para não ser chato com meus pais, mas ao mesmo tempo, com a cabeça longe. Tenho a capacidade (acho que isso é uma característica de auto-proteção) de me colocar em outro lugar só de imaginar. Chego ao cúmulo de ter espasmos involuntários quando minha imaginação beira a interação física... É estranho, mas será a minha fuga neste Natal.
O papai-do-céu que me perdoe.
Prometo que estou me esforçando pra pensar mais nos outros.
Prometo que tento sair do estado insalubre que me encontro.

E, como na crônica de hoje do Jabor, acredito que o Papai-noel exista mesmo: em shoppings. Fora deles, a vida é um lixo envolto em teias que sempre grudam em nós. Sobra um pouco de boas ações que fazem valer a pena participar do Natal. São algumas meia-dúzia de pessoas que fazem atos que são puro sentimento de fraternidade e compaixão. É uma pena que exista fome e miséria todos os dias do ano. Ou, é uma pena que o Natal só dure uns 15 dias de Dezembro.

Aos meus dois leitores eu desejo muitas felicidades, sucesso e amor neste Natal e ano novo! Espero que vocês contem sempre comigo pois eu contarei sempre com vocês.
E ao resto dos meus amigos, bem, não preciso reafirmar o quanto vocês são importantes. Existem pessoas que nem imaginam o quanto eu gosto delas, mas prefiro assim. Sintam-se, de coração, amados, pois vocês são os verdadeiros tesouros de uma vida.

Um grande abraço.