só o Básico

É a mistura de tudo o que acontece no mundo obscuro da minha cabeça. Ou seja, atualidades, idéias, respostas, poesias e coisas sem sentido.

Thursday, November 25, 2004

Conto estúpido

Vez ou outra tenho vontade de escrever um conto simples. Então lá vai:

A Cisma (cap. 1)

O menino era jovem, tinha seus 17 anos e tinha a mania de ser cismado com tudo. Suas cismas geravam em torno de um tema, e quando percebia que tinha exaurido todas as possibilidades daquele assunto, ele logo se encarregava de cismar com outra coisa. O que ele não contava é que um dia isso iria levá-lo a ter que tomar uma decisão que poderia mudar sua vida para sempre.

Passavam das 7 da manhã e o jovem já corria pra estudar. No caminho encontrou uma menina da turma, mas fingiu não perceber. Ela o viu, mas, como ele previra, a mesma nem se deu ao trabalho de cumprimentá-lo. A menina sentava ao seu lado na sala e os dois nunca se falavam. Ela era bonita, e era certo que ela tivesse namorado, pensou o cismado. Os dois continuavam a andar, no mesmo lado da calçada, ela um pouco mais a frente e ele desacelerando o passo propositalmente, ia logo atrás fingindo se distrair com os carros. Para não ficar tão ridículo, ele decidiu atravessar a rua e acelerar o passo, e se tivesse sorte, ela nem ia notar sua manobra ousada. E lá foi ele, antes de atravessar olhou pra ambos os lados e correu para a outra calçada. Sentiu-se livre e começou a acelerar o passo. Na sua cabeça doentia, ele brincava de passar marchas e ia acelerando os passos até deixar a menina pra trás. Enfim, ele chegara ao colégio são e salvo, porém, todo suado e fedido.

Na hora da saída do colégio, o garoto se preparava pra tomar seu rumo quando de repente é esbarrado. Era ela! A menina que sentava sempre ao lado e que ele sempre fingia não notar. Ela tinha sua mão sob o braço do trêmulo rapaz e perguntou com naturalidade:

- Hoje te vi andando pela travessa D. Dulcídia, você mora perto?

O menino estava sem ação. Não sabia se respondia, se corria, se... se... e foi aí que ele respondeu meio cismado de que ela queria mesmo era ridicularizá-lo:

- É... eu moro perto.

E lá se foi o rapaz tal qual um papa-léguas. Sem olhar pra trás, correu e naquele dia ele bateu seu record de chegada em casa. Sua mãe até estranhou e perguntou se havia acontecido algo. O menino respondeu negativamente e correu pro quarto sem dar maiores esclarecimentos.

O inesperado havia acontecido: Ele estava cismado com aquele menina. O que será que ela queria dele?

Fim capítulo 1.

1 Comments:

  • At December 1, 2004 at 1:29 PM , Anonymous Anonymous said...

    Oi Paulo....sou eu, Renata, amiga da si...tôpassando aqui só pra dar um " a~lô"...Depois venho com mais calma pra ler tudo, viu??? Olha...pode continuar vistando o meu flog! Adoro visitas! Bjkas,Rê.

     

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